Mesmo que nunca tenha
gerado um filho.
Mesmo que nunca venha a gerá-lo.
Toda mulher é mãe!
Primeiro, da boneca;
mais tarde, do irmãozinho.
Casada, é mãe do marido
antes de o ser dos filhos.

Sem filho, será mãe adotiva;
entregará a alguém os benefícios do seu amor;
Os sobrinhos, os filhos alheios,
os alunos, uma causa justa.

Quantas mulheres, que a vida não escolheu
para a maternidade de seus próprios filhos,
não se tornaram mães de suas próprias mães?
Quantas?
Ou do pai? Ou do avô?

A maternidade é irreprimível.
Como uma fonte de água
que uma pedra obstruiu,
ela vai brotar adiante.

Na guerra, a mulher é mãe dos feridos,
mesmo que tenham outra bandeira
e usem outro uniforme.

A maternidade não tem fronteiras,
não tem cor, não tem preferências.
É das poucas coisas
que se bastam a si mesmas.

Tem sua própria devoção:
a esperança.
Tem sua própria ideologia:
o amor.
Mãe, mater, madre!
Toda mulher é mãe!

(Este texto, sem nome do autor(a)
corre pela internet em várias versões)