As vezes, numa praça, num parque ou num belo jardim,

na frente de um velho palácio, ou de uma antiga igreja,

está o pintor, com seu cavalete, seus pincéis, a paleta e a tela...

Ele mistura habilmente as cores e vai surgindo, recriado na tela,

o palácio ou a igreja, o parque ou o jardim...

 

Mas observe o pintor!

Não fica sempre pertinho da tela.

As vezes se afasta, observa criticamente,

avança de novo, dá uma pincelada,

corrige, apaga, modifica, acrescenta...

afasta-se de novo...

Ê preciso afastar-se um pouco.

Quando se está perto demais, não há perspectiva.

Vêem-se os detalhes, mas falta a visão de conjunto.

Com os namorados também é assim.

 

Quantos namoros fracassaram

porque faltou uma boa perspectiva,

uma boa visão de conjunto:

porque viviam "demasiado perto", tempo demais

e se enxergavam com uma visão distorcida...

 

Há namoros de fins de semana

de dias alternados

e de todos os dias

e de todas as horas...

Há namoros de fins de semana

que são namoros de todas as horas

e de todos os minutos na mente dos namorados.

Há uma contínua proximidade física ou mental.

 

Os bons namorados são como os bons pintores!

É preciso se afastar um pouco

para ter uma visão melhor do conjunto,

uma melhor perspectiva.

É por isso que se fala em "amor cego"

porque a proximidade cega:

É cego ao conjunto. É cego à perspectiva geral.

É cego às consequências. É cego ao futuro...

 

Namore! É ótimo! É importante!

Mas valorize o seu namoro.

O pintor não despreza o quadro ao afastar-se dele.

Ao contrário: ele o ama mais,

e se afasta, porque só assim, com perspectiva,

poderá ver os acertos e os desacertos

e fazer as modificações necessárias

para que sua pintura seja perfeita.

Que o namoro faça parte de sua vida

e não sua vida parte do namoro!

Como alguém disse:

"O amor não morre de fome mas, sim, de indigestão"!

 

(Gerado Cabada)