ARTIGO SEXTO, parágrafo total.

Por decreto da Humanidade e do próprio Deus,

que é pessoal, relação de vida e amor dos três num só:

 

"Todo homem - e toda mulher!

têm o direito de serem, em todos os lugares,

reconhecidos como pessoas perante a lei".

Independentemente do sexo, da cor,

da idade, do credo, do país,

do grau de escolaridade

ou até de grande cidadania,

santos ou criminosos, nenéns ou vovozinhos,

sendo gente - apenas gente -,

todo homem e toda mulher são pessoas.  

 

E devem ser reconhecidos como tais

na vida de casa e da rua, na família e na sociedade,

no trabalho e no lazer, na política e na religião.

Também nos canaviais e nas carvoarias.

Também nas penitenciárias e sob os viadutos.

Diante dos olhos de transeuntes

e ante as câmeras de televisão.

 

Em todos os lugares, pois,

deste redondo planeta azul que é a Terra.

Perante a lei.

A lei da constituição

e a lei do coração, que vai além.

A lei já escrita e a lei sonhada.

 

Tu és pessoa, eu sou pessoa, ela/ele são pessoas,

nós somos pessoas.

A Humanidade, que tem genética divina,

é uma só família de pessoas

(não num catálogo de estatísticas,

nem de dividendos, nem de descartáveis).

 

D. Pedro Casaldáliga

(Enviado por GEZIANI MAINI)