Muito Obrigado, Pai,

por ter me entendido enquanto eu crescia

e por ter aceitado minhas tão rápidas mudanças.

Deve ter sido difícil manter-se em calma comigo,

mas você sempre tentou e quase sempre conseguiu.

 

Por ter me ouvido e ter me dado

claras e breves respostas

às dúvidas e perguntas que eu levava a você.

Por ter reforçado minha confiança para continuar

revelando meus pensamentos e sentimentos.

 

Por ter me aplaudido quando fui verdadeiro,

por ter me compreendido quando eu disse mentiras,

por ter me provado que elas maculam nosso caráter.

 

Por ter me falado sobre os seus erros

e sobre as coisas que você aprendeu com eles.

Isso fez com que eu aceitasse meus próprios erros,

que também aprendesse e que me perdoasse.

 

Por prestar-me atenção

e gastar tão grande parte do seu tempo comigo.

Isso me levou a acreditar que sou importante

e que tenho muito valor.

 

Por agir sempre do modo

que desejou que eu agisse.

Foi assim que você me deu

um modelo positivo para seguir.

 

Por confiar em mim e me respeitar

mesmo quando eu era menor do que você.

Por ter considerado

meus sentimentos e necessidades,

e ter me mostrado muitas vezes

que elas eram semelhantes às suas.

 

Pelos elogios e pelos incentivos.

Foi sempre por isso que eu me senti bom

e quis continuar sendo digno da sua fé em mim.

 

Por ajudar-me a explorar meus talentos e potenciais.

Por ter me ensinado que para ser feliz

eu tinha que ser eu mesmo e não como você

ou igual a outros que você admirava.

 

Por ser você mesmo e por não desistir da felicidade.

Com isso eu aprendi a buscar uma vida feliz,

bem sucedida e satisfatória.

 

Obrigado, Pai, por sempre ter me ouvido.

Ouça-me mais uma vez agora :

EU AMO VOCÊ!

(Silvia Schmidt no livro " Nossas Raízes ")