Há pessoas estrelas.
Há pessoas cometas.
Os cometas passam...
Apenas são lembrados
pelas datas que passam e retornam.
As estrelas permanecem.
Os cometas desaparecem.

Há muita gente cometa.
Passam pela vida da gente
apenas por instantes;
gente que não prende ninguém
e a ninguém se prende,
gente sem amigos.
Que passa pela vida sem iluminar,
sem aquecer, sem marcar presença.
Há muita gente cometa!
São como muitos artistas.
Brilham apenas por instantes
nos palcos da vida.
E com a mesma rapidez
com que aparecem, desaparecem.
Assim são muitos reis e rainhas
de todos os tipos
Reis de nações, rainhas de clubes
ou de concursos de beleza.
Assim são os rapazes e moças
que se enamoram e se separam
com a maior facilidade.
Assim são pessoas
que vivem numa mesma família
e passam um pelo outro
sem serem presença.

Importante é ser estrela.
Marcar presença. Ser luz. Calor. Vida.
Amigo é estrela:
podem passar anos, surgir distâncias,
mas a marca fica no coração.
Ser cometa não é ser amigo.
É ser companheiro por instantes.
Explorar sentimentos.
Aproveitar das pessoas e das situações.
É fazer acreditar e desacreditar
ao mesmo tempo.
A solidão é o resultado
de uma vida cometa.
Ninguém fica. Todos passam.
E a gente também passa pelos outros.

Há necessidade de criar
um mundo de estrelas.
Todos os dias poder vê-las e senti-las.
Todos os dias poder contar com elas.
Todos os dias ver sua luz
e sentir seu calor.
Assim são os amigos.
Estrelas na vida da gente.
Pode-se contar com eles.
São aragem nos momentos de tensão.
Luz nos momentos escuros.
Pão nos momentos de fraqueza.
Segurança nos momentos de desânimo.
Olhando os cometas,
é bom não se sentir como eles.
Nem desejar prender-se em sua cauda.
Olhando os cometas,
é bom sentir-se estrela.
Marcar presença.
Ter vivido e construído
uma história pessoal.
Ter sido luz para muitos amigos.
Ter sido calor para muitos corações.

Ser estrela neste mundo passageiro,
neste mundo cheio de pessoas cometas,
é um desafio, mas acima de tudo,
uma recompensa.

É nascer e ter vivido
e não apenas existido.

 

(Autor desconhecido)
Texto enviado por LAURA LIMA FONSECA