Querido filho: Minha neta contou-me que você a castigou: não a deixou ver televisão e a mandou arrumar o quarto, a cama, a mesinha, o armário... Eu lhe pergunto: antes de castigá-la, ponderou se tinha motivos suficientes, escutou suas explicações? Se fez isso, dou-lhe os parabéns, mas, lembro-lhe que nós podemos ser a causa dos erros que cometem nossos filhos. Porque às vezes não lhe damos um bom exemplo nem somos um bom modelo para eles.

 Devemos, então, começar reconhecendo nossos erros e corrigi-los a tempo. Dessa maneira, semeamos o que recolheremos quando nossos filhos sejam adolescentes, jovens e adultos.

 Ela gosta, como as demais meninas e meninos que, se realmente o merecer, seja repreendida sem testemunhas, para não passar vergonha e sentir-se humilhada diante de suas amigas e amigos.

 Em relação ao castigo de mandá-la arrumar o quarto, com certeza você errou. Você sabe que ela gosta de colaborar: regar as plantas, ajudar na cozinha, recolher o lixo, arrumar o quarto, ir à padaria... Isto não se pode converter em castigo. Você acha que a criação que você recebeu, inculcando-lhe uma atitude positiva diante do trabalho, dos deveres, o ajudou a desenvolver-se mental, física e espiritualmente? Sim? Pois, com a minha neta, deve fazer a mesma coisa!

Um grande abraço!  Papai


(Autor desconhecido)