Sapatilhas que vão e que vêm

Figurinos que vem e que vão

Um erro, uma vaia, um desdém

Nem todos num só coração.

 

Tudo exige perfeição, ação 

Diferença não há nesta dança

Que toma o lugar do coração

A mesma maquiagem da infância.

 

Mãos para cima para baixo

mãos no tormento, no compasso

no tempo onde me encaixo.

 

Não quero pois seguir esse passo 

Quero dançar de cabeça pra baixo

Na vida sofro pois nada faço.


(RAFAEL ROSA DOS SANTOS)