Preliminarmente peço paciência. Propositadamente (pode parecer patota) procurei preparar prosa produzida por palavras principiadas por P. Preocupado pelo problema proposto, permaneci parado por pequeno período, pensando... poderei prosseguir? Pergunto.

 Preciso persistir pertinazmente, produzindo páginas provavelmente péssimas, porém perseguindo projeto preestabelecido peculiarmente para perturbar patetas. Prossigo, portanto, pacientemente, percorrendo pistas possivelmente perigosas, processo pouco próprio para permitir perfeições perifrásticas.

 Passando pelo prólogo, parcimoniosamente posto, pretendo, por princípio pedagógico, providenciar palavras próprias para prosa proveitosa. Pobre português pátrio, profanado por professor psicótico, pisado perversamente por pavoneio parvo!

  Paulo Pepe Papini, policial paulistano, primeiramente palestrino, posteriormente palmeirense, profundamente pirado por pelotas, preparava-se para passear pelo parque Pacaembu. Pôs pantalonas, pince-nez, penteou-se, pegou pistola parabelum, partiu.

Passando pela pizzaria Pisca-pisca, percebeu, penetrando pela porta principal, Pedro Papa Pinto, perigoso pilantra português, perseguido pela polícia pernambucana por publicar posters pornográficos, portar psicotrópicos (pacotes perfeitamente preparados, parecendo pilhas), prostituir pequenas possuídas pelo próprio patife. Para proteger-se, Pedro Papa Pinto procurava passar-se por pastor protestante, preocupando-se pelo povo, pregando pelas praças públicas, palavras previamente preparadas, prometendo paraíso para prosélitos. Parecia, para pessoas pouco prevenidas, possuir personalidade principesca, pelo porte persuasivo permanentemente presente.

Paulo Papini, pegando Pedro pelo paletó, preparou-se para prendê-lo.

- Puxa! - protestou Pedro, - pense por piedade, precisa prender-me? Pareço, porventura, parasita?

Porém, Papini pouco perturbou-se. Psicologicamente predisposto, pretendia pegar prêmio prometido pela prisão.

- Pare, policial pestilento! Ponha-se pela porta, patife piolhento. Parece percevejo perseguindo pobre peregrino.

Preso Pedro, Papini pôde posar para posteridade.

Preocupado pelo palavreado perenemente principiado por P, procurei psiquiatra para prevenir-me, prevendo paranóia.

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 Consultei clínico comprovadamente capaz. Como constatam, consegui curar-me. Cruz credo, como custou!

 (Prof. João Epifânio Lima Campos)