OS DOIS PÃO-DUROS

Júlio pediu dinheiro emprestado a seu amigo Paulo. Só que Paulo era o tipo de pessoa que nunca pagava as dívidas, e Júlio nunca perdia um centavo em qualquer negócio.

 

Passou o tempo, e Paulo vivia se escondendo de Júlio. Por isso, Júlio ainda não tinha conseguido cobrar-lhe a dívida. Até que um dia, eles coincidiram no bar do Mané e começaram a discutir. Paulo, encurralado, não tinha saída. Tirou seu revólver do bolso, apontou para a sua cabeça, e disse a Júlio:

- Poderei ir para o inferno, mas nunca lhe pagarei!

Apertou o gatilho e caiu morto.

 

Quando Júlio viu isto, pegou o mesmo revólver, encostou-o na sua cabeça e disse:

- Eu vou receber este dinheiro nem que seja no inferno!

Apertou o gatilho e caiu morto ao lado de Paulo.

 

Mané, que assistiu a tudo desde o começo, pegou o mesmo revólver, encostou o cano na cabeça e disse:

- Eu não vou perder o final, por nada deste mundo!

Apertou o gatilho e caiu morto ao lado dos outros dois!

(Autor desconhecido)