Dois amigos iam viajando por um caminho, no meio da floresta, quando, de repente, apareceu um urso.

Antes que o animal os visse, os dois homens correram para uma árvore. O primeiro a chegar, deu um pulo e conseguiu se pendurar de um galho, puxar o corpo para cima e subir de galho em galho até ficar escondido entre as folhas. O outro mais pesado e menos rápido, alcançou o galho, mas por causa de seu peso não teve forças para subir sozinho. Ficou algum tempo pendurado tentando levantar o corpo, mas ao perceber que era impossível fugir, subindo na árvore, jogou-se no chão e fingiu que estava morto.

Quando o urso se aproximou, começou a caminhar em volta do homem, aproximando dele o focinho e cheirando-o atentamente por todos os lados, especialmente a cabeça. O coitado ficou imóvel e prendeu a respiração o mais possível. Só as fortes batidas de seu coração poderiam traí-lo. Mas, ou o urso não gostou do cheiro do petisco ou não estava com fome. Dizem que os ursos não comem animais mortos. Talvez seja verdade, pois o urso depois de cheirá-lo mais um pouco, foi embora calmamente.

Quando o perigo passou, o amigo que estava na árvore desceu. Aproximou-se do outro, que ainda estava deitado no chão quase sem forças para levantar-se, depois de prender durante tanto tempo a respiração e de ter passado tanto medo.

Sentou-se a seu lado e disse-lhe:

- Que susto! Aquele urso não parava de cheirar você, especialmente seu rosto. Nem que estivesse contando-lhe um segredo no seu ouvido.

- Estava mesmo! Ah, ele estava me aconselhando a nunca mais viajar com um amigo que me deixa sozinho no primeiro sinal de perigo!

 

(Autor desconhecido)