Na rua dei um encontrão com um desconhecido que passava e eu disse:

- Desculpe!

Ele respondeu:

- Não foi nada! A culpa foi minha, não a vi!

Fomos muito educados. Cada um seguiu seu caminho...

 

Mais tarde, quando estava na cozinha com meu filho perto de mim, ao voltar-me, quase trombei com ele:

- Saia já daqui! - gritei-lhe. - Quase derrubo esta panela!

Ele se afastou de cabeça baixa, sem eu ter percebido como ele ficou magoado.

 

À noite, deitada na cama, senti como se Deus me falasse suavemente:

- Você tratou cortesmente um estranho, mas maltratou seu filho que a ama. Levante-se. Vá à cozinha. Ainda estão lá as flores que você viu no chão, ao lado da porta. São as flores que seu filho recolheu e trouxe para oferecer-lhe: uma rosa amarela e outra azul. Estava atrás de você para fazer-lhe uma surpresa: você não viu as lágrimas que brotaram de seus olhos!

Eu me senti a pessoa mais miserável do mundo. Comecei a chorar. Devagarinho, aproximei e ajoelhei-me junto à sua cama e lhe disse:

- Acorda, meu menino, acorda!... São estas as flores que você trouxe pra mim?

Ele sorriu e disse:

- Encontrei-as perto da árvore grande. Trouxe-as porque são bonitas como você, especialmente a azul...

- Meu filho! Sinto muito o que fiz com você. Eu não devia ter gritado.

Ele disse:

- Está bem, mãe! Eu a amo assim mesmo!

- Eu também o amo e gosto muito destas rosas, especialmente da azul.

Inclinei a cabeça sobre a cama, ao lado do meu menino, e adormeci sentindo o contato gostoso de seu rosto...

 

(Autor desconhecido - Adaptação de  GCC)