O diretor de uma grande empresa comercial costumava reunir cada ano os seus numerosos agentes espalhados por todo o país, para uma espécie de orientação e balanço. 

Certa vez, em tempo de grande crise econômica, todos os agentes voltaram pessimistas e desanimados e os seus relatórios só refletiam derrotismo. O diretor escutou em silêncio as lamúrias de cada um dos seus auxiliares.

Depois, levantou-se e, em silêncio, suspendeu na parede um grande cartaz branco com um pequeno ponto preto no centro e perguntou a um dos agentes:

- Que é que está vendo?

- Um ponto preto - respondeu o interrogado.

- E você? - perguntou ao outro.

- Um ponto preto num papel branco.

- E você?

- O mesmo.

- E você?

- Um ponto preto.

- E você?

- Um ponto preto num cartaz branco.

- Mas, será possível - exclamou o diretor - que vocês todos enxerguem apenas um ponto preto, ou então um ponto preto em papel branco? Será que ninguém enxerga um enorme cartaz branco com um pequenino ponto preto, quando o branco é mil vezes maior que o pontinho preto?...

 

E agora?

Você ainda vai ficar procurando os “pontos pretos” de seus amigo(a)s ou inimigo(a)s.

E todas as outras muitas coisas boas que eles têm... você não vê?

Essa cegueira é das ruins!

Abra os olhos, se você quer ter amigos!...

(Contado por Huberto Rohden)