Um marinheiro, cujo navio tinha afundado numa terrível tempestade, conseguiu agarrar-se fortemente a uma rocha quase submersa, mas que o movimento do mar deixava às vezes sobre a superfície.

 Ficou esperando ali, escondido, encharcado até os ossos, e debaixo de uma chuva insuportável, até que aparecesse algum barco que o salvasse.

 Rangeu os dentes de frio e de medo, durante horas, que devem ter parecido intermináveis, mas, finalmente, um navio da marinha de guerra o recolheu. Já tinha trocado de roupa e estava tomando um tônico reconstituinte, quando um dos oficiais do navio lhe perguntou se no meio da tempestade não tinha tremido.

O náufrago olhou para o oficial e disse:

- Eu tremi, sim, mas a rocha onde eu me segurava não tremeu.

(Adaptado do livro "O CRIME DOS ILLUMINATI" - César Vidal)