Um monge e seus discípulos caminhavam por uma estrada e pararam para descansar à beira de um riacho. Ao sentar-se, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas. 

O monge meteu-se na água e tomou o bichinho na mão. Quando o trazia para fora, o bichinho o picou e, por causa da dor, o homem deixou-o cair novamente na água. Saiu, então, do riacho, pegou um galho de árvore caído no chão, correu pela margem, retirou o escorpião da água e o salvou. 

Voltou o monge e sentou-se ao lado de seus discípulos. Eles tinham assistido à cena e o receberam perplexos e penalizados. 

- Mestre deve estar doendo muito! Por que foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Devia deixar que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda! Picou a mão que o salvou! Não merecia sua compaixão! A natureza dele é picar! 

O monge ouviu tranqüilamente os comentários e respondeu:

- Se a natureza dele é picar, a minha é salvá-lo.

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- E A SUA NATUREZA QUAL É: PICAR OU SALVAR? 

(Autor Desconhecido)

(Enviado por ÉRIKA LOUISE CALMON BOUEKE)