Uma senhora, que tinha o costume de dar esmola a um pobre que ficava na porta da igreja que frequentava, levou a mão ao bolso, e só então se deu conta de que tinha deixado a esmola em casa.

 

O mendigo conservava a mão estendida, e a senhora reagiu com jeito e rapidez. Disse-lhe:

- Hoje não tenho nada para lhe dar, mas ao menos posso lhe dar a mão.

 

O mendigo deixou-se conquistar pela cortesia e aceitou o aperto da mão, dizendo:

- Hoje a senhora me deu mais do que em todos os outros dias!



(Carlos G. Vallés
em "Amo você, odeio você")