Era uma vez um homem que tinha bigode. Era casado, tinha a esposa e um filhinho e morava no último andar de um prédio. O garoto achava o bigode do pai muito engraçado.

 

Um dia, o pai estava dormindo no quarto após o almoço. O menino chegou, viu o pai roncando e o bigode sacudindo com o ronco e não duvidou. Foi no banheiro, molhou a esponja com xixi e pingou umas gotas no bigode do pai. Em seguida fechou a porta e foi embora.

 

Pouco depois o pai começou a se incomodar com o mau cheiro. Mexia-se na cama, até que acordou. Foi até banheiro, fechou a porta que estava entreaberta e foi deitar-se novamente. Mas não conseguiu dormir, porque o mau cheiro parecia que aumentava cada vez mais. Levantou-se, olhou debaixo da cama, dentro do guarda-roupa, em todos os cantos e nada!

 

Resolveu mudar de quarto. Mas também lá o mau cheiro aumentava. Então resolveu tomar um pouco de ar puro: abriu a janela, pôs a cabeça para fora e respirou bem fundo. Sentiu ainda o cheiro mais forte. Então disse:

- Este mundo é mesmo uma m....!

 

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Muitas vezes o problema não está no mundo.

Está em nós mesmos...

 

(De "Jovens crescendo como Igreja"

por Antônio Queiroz - Ed. Loyola)