Nesses últimos anos, meu filho tem levado a filha mais velha para passear com ele, mas só levou a mais nova recentemente. No primeiro passeio com ela, levou-a para tomar café da manhã em uma lanchonete.

Quando chegaram as panquecas, meu filho achou que o momento seria propício para dizer à filha quanto ele a amava.

- Jenny - ele disse à filha - quero que você saiba quanto eu a amo e como você é especial para a mamãe e para mim. Oramos por você durante anos, e, agora que está aqui e se transformou em uma menina tão linda, estamos muito orgulhosos de você.

Depois de dizer isso, ele parou de falar e esticou o braço para pegar o garfo e começar a comer... mas não chegou a colocá-lo na boca. A menina pôs a mão sobre a do pai. Ele olhou para a filha e, com voz meiga e suplicante, ela disse:

- Mais, papai... mais.

Ele pousou o garfo na mesa, e prosseguiu, apresentando outros motivos que o levaram a amar tanto a filha, e, em seguida, fez menção de pegar o garfo novamente. Pela segunda vez... terceira vez... e quarta vez, ele ouviu as palavras.

- Mais, papai... mais.

Aquele pai quase não conseguiu saborear o desjejum naquela manhã, mas sua filha recebeu o sustento emocional de que tanto necessitava. Alguns dias depois, ela correu espontaneamente em direção à mãe e disse:

- Eu sou uma filha muito especial, mamãe. Foi o papai que disse.

  (John Trent - Histórias para o Coração - Alice Gray)