O menino olhava atentamente a avó que escrevia muito compenetrada. A certa altura, perguntou:

- O que você está escrevendo, vó?

A avó parou de escrever, sorriu, e explicou ao neto:

- Estou escrevendo uma carta.

- Está contando alguma coisa de mim?

- Estou, sim.

 

O menino foi olhar o que a avó escrevia:

- Você tem uma letra muito bonita!

- Graças a este lápis. É muito bom! - Levantou o lápis e mostrou-o ao neto. - Tão bom que quero que você seja como ele.

- Eu como esse lápis?!

- É! Porque ele é muito especial!

- Que é que tem de especial. Ele é como os outros lápis que eu já vi!

- Tudo depende do modo como você olha as coisas. Por exemplo: se olharmos este lápis de um modo diferente, veremos que há nele cinco qualidades que você também poderá ter e será uma pessoa feliz e viverá em paz. Quer ver?

 

A avó deixou o lápis sobre a mesa e o menino sentou-se.

- Primeira qualidade - continuou a avó: - você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma mão que guia seus passos. Esta mão nós a chamamos de Deus, e Ele deve sempre conduzi-lo em direção à Sua vontade.

- Segunda qualidade: de vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele está mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas o farão ser uma pessoa melhor.

- Terceira qualidade: o lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Você deve entender que corrigir uma coisa errada que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos manter no caminho certo.

- Quarta qualidade: o que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro dele. Portanto, cuide sempre daquilo que acontece dentro de você.

- Finalmente, a quinta qualidade do lápis: ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, não se esqueça de que tudo que você fizer na vida, irá deixar marcas, traços. Por isso procure ser consciente de cada ação sua.

 

(Autor desconhecido - Texto enviado por Roberta Tonelli)