Uma tarde, quando eu era pequena, estava olhando da janela de nossa sala de jantar para meus irmãos mais velhos, lá longe. O cachorro deles tinha sido atropelado e eles o estavam enterrando debaixo de uma enorme árvore.

 

Na verdade eu não tivera muito apego ao bicho, mas sabia que eles gostavam mais dele que de qualquer outra coisa, e por isso as lágrimas começaram a correr pelo meu rosto.

 

Naquele momento exato, meu avô chamou-me e disse que queria mostrar-me uma coisa. Levou-me até outra janela, vi três botões abrindo na minha roseira.

 

Ao virar-me para correr lá fora e ver mais de perto as flores e cheirá-las, meu avô segurou o meu queixo e disse, com seus sábios olhos azuis cheios de significado:

- Você estava olhando pela janela errada!

 

Eu gostaria que todo jovem pudesse gravar bem

que nada o obriga a se deter em coisas que o perturbam,

quando bem perto pode haver alguma coisa

capaz de elevar seu espírito.

Digo isto para os jovens, mas serve pra qualquer idade.

Escolha a janela certa! Todos os dias!

 

(Ruth Stout)