Uma mulher, com uma doença terminal e apenas três meses de vida, começou a colocar suas coisas em ordem. Entrou em contato com o vigário da paróquia para discutir seus últimos desejos. Explicou-lhe quais eram as canções que deveriam ser cantadas no seu funeral, as leituras bíblicas que desejava que fossem lidas na celebração, a roupa com que deseja ser enterrada, etc...

 

Depois de ter anotado tudo, o sacerdote já se preparava para sair, quando a mulher, lembrando-se de algo muito importante, exclamou:

- Quero ser enterrada com um garfo na mão direita!

O vigário ficou parado, olhando-a.

- Ficou surpreso, não?

- Para dizer a verdade, fiquei intrigado com esse pedido.

 

A mulher, então, explicou:

- É que eu me lembrei de que, quando se recolhiam os pratos, depois de comer, e alguém se aproximava de mim e me dizia: "Fica com o garfo", eu sabia que o melhor ainda estava por vir, como bolo de chocolate ou alguma outra guloseima maravilhosa... Por isso, quando as pessoas me virem no caixão com um garfo na mão, vão perguntar: "Por que tem esse garfo na mão?" Então você lhes responderá: "Ela está com o garfo na mão, porque o melhor ainda está por vir"

 

O sacerdote, abraçou-a com lágrimas nos olhos e se despediu. Talvez a última despedida...

 

No dia do funeral, ao ouvirem a explicação do sacerdote, certamente, muita gente pensou que, sempre que tiverem um garfo na mão, se lembrariam de que o "melhor ainda estava por vir"...

(Autor desconhecido - Trad. e adapt.  G. Cabada)