Todos os alunos estavam trabalhando na tarefa de fazer uma lista de “não consigos”. A professora foi percorrendo a sala e lendo alguns “Não consigos”: “Não consigo chutar a bola de futebol.” “Não consigo fazer divisões longas com mais de três números". “Não consigo estudar muito tempo”. “Não consigo fazer com que a Ana goste de mim”. “Não consigo fazer dez flexões”, “Não consigo comer um biscoito só”.

 Quando todos os alunos acabaram, a professora colocou todos os “não consigos” numa caixa, tampou-a e saiu com ela, seguida pelos alunos, para o pátio do colégio. Escolheu um canto afastado e ali começara a cavar. Iam enterrar seus “não consigo!”. Quando a escavação terminou, a caixa de “não consigo” foi depositada no fundo e rapidamente coberta com terra. Todas as crianças de dez e onze anos permaneceram de pé, em torno da sepultura recém escavada.

A professora, então, falou:

- Estamos hoje aqui reunidos para lembrar a memória do “não consigo”. Enquanto esteve conosco, tocou a nossa vida e de muitas outras pessoas. Seu nome infelizmente foi mencionado em todos os lugares e agora providenciamos um local para o seu descanso final.  Que “não consigo” possa descansar em paz e que todos os presentes possam retomar sua vida e ir em frente na sua ausência.

 Os alunos jamais esqueceram a lição. A atividade era simbólica: uma metáfora da vida. O “não consigo” estava enterrado para sempre. Logo após, a professora encaminhou os alunos de volta à sala e promoveu uma festa. Depois, como parte do ensinamento, a prfessora pegou uma cartolina e escreveu as palavras “Não Consigo” no topo, “Descanse em Paz” no centro, e a data embaixo.

 Esta cartolina ficou exposta na sala de aula durante o resto do ano. Nas raras ocasiões em que um aluno esquecia e dizia “não consigo”, a professora simplesmente apontava o cartaz “descanse em paz”. O aluno então se lembrava que “não consigo” estava morto e reformulava a frase.
 

(Chick Moorman - resumido e adaptado)