Sou veterinário, e fui chamado para examinar um cachorro de raça.

Os proprietários do animal eram todos muito ligados ao cachorro e esperavam por um milagre. Examinei o cachorro e descobri que ele estava morrendo de câncer. Eu disse à família que não haveria milagre, e que o melhor era fazê-lo morrer suavemente, para que não continuasse sofrendo, e me ofereci a voltar no dia seguinte e aplicar-lhe uma injeção.

 

No dia seguinte, enquanto fazíamos os preparativos, os pais me contaram que estavam pensando se seria bom deixar que o filho mais novo, de quatro anos de idade, observasse o procedimento.  Eles achavam que poderia aprender algo com esta experiência.

 

A família rodeou o cachorro. O menino, parecia tão calmo, acariciando o velho cão pela última vez, que eu fiquei pensando se ele entendia o que estava se passando.

 

Dentro de poucos minutos, o cachorro morreu, pacificamente. O garotinho parecia aceitar a transição do cachorro, sem dificuldade ou confusão.

 

Depois nos sentamos juntos, um pouco após a morte de cachorro, pensando alto sobre o triste fato da vida dos animais ser mais curta que a dos seres humanos.

 

O menino, que tinha estado escutando silenciosamente, disse:

- Eu sei por quê.

 

Admirados, nos voltamos para ele. O que saiu de sua boca, me assombrou. Eu nunca ouvira uma explicação mais reconfortante.

Ele disse:

- As pessoas nascem e devem aprender a ter uma boa vida, a amar todo mundo, o tempo todo, e a ser bom...

E continuou:

- Os cachorros já nascem sabendo como fazer isto, portanto não precisam ficar tanto tempo.
 

(Autor desconhecido)