Um dia, eu e uma amiga, nos encontramos num supermercado e eu estava dizendo-lhe sobre como são preguiçosos os meus filhos.

 

Eu tinha chegado do trabalho, e como na maioria das vezes, minha casa estava uma bagunça terrível.

 

- Eu creio - dizia eu - que as crianças de hoje só pensam em si mesmas. Não querem nada com a dureza. Eu trabalho o dia todo por elas e elas não ajudam nem a manter nossa casa limpa. Eu até não me incomodaria tanto, mas, nós, as mães, não somos bem vistas se a casa estiver uma bagunça.

 

Uma mulher atrás de nós interrompeu-nos:

- Você não sabe o quanto é abençoada?

 

E continuou:

- Eu adoraria ir para casa e encontrar minha casa uma bagunça. Não me aborreceria se meu tapete estivesse sendo arruinado ou os pratos deixados em toda parte. Não me aborreceria a roupa suja sendo empilhada ou muitas meias para guardar. Eu não me aborreceria mesmo se qualquer um falasse sobre minha casa suja. Na verdade, eu ia adorar. Eu adoraria andar por minha casa, pegar meus filhos e poder abraçá-los, beijá-los e dizer-lhes o quanto eu os amo.

A mulher olhou-nos atentamente e continuou:

- Veja você, minhas duas filhas morreram em um acidente de carro e agora é apenas meu marido e eu. Minha casa permanece limpa, minha roupa arrumada, os pratos no lugar. Não há nenhuma marca de mãos em minhas paredes, nenhuma mancha misteriosa em meus tapetes. Não há nenhum som de discussão, nenhuma porta batendo, nenhum riso, nenhum "Eu amo você, mamãe". Então veja o quanto você é abençoada. Eu daria qualquer coisa para estar em seu lugar agora. Como eu amaria poder agarrar minhas crianças, enxugar suas lágrimas, compartilhar seus sonhos. Dar-lhes atenção e apenas brincar. Se eu tivesse minhas crianças, eu não me importaria como minha casa é vista. Eu seria feliz apenas por tê-los.

 

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Agora, se você vier em minha casa

e encontrar uma grande bagunça,

você pode ter maus pensamentos se você quiser,

mas eu me sinto extremamente abençoada.

 (Tammy Laws Lawson)