O inventor do “totó” foi o espanhol Alejandro Finisterre, nascido na aldeia de Finisterre. Estudou em La Coruña e Madri onde fundou com um grupo de amigos um jornal - “Passo à Juventude” - que vendiam na rua.

 

Durante a Guerra Civil espanhola, em 1936, ficou ferido num bombardeio. No hospital encontrou-se com muitas crianças feridas como ele, que não podiam jogar futebol. Foi, então que, assistindo a um jogo de pingue-pongue, teve a idéia do “Futbolín” (“futebolzinho”), como ele o chamou. Com a ajuda de um amigo carpinteiro, Francisco Javier Altuna, construiu o primeiro “futbolin”. Patenteou sua invenção em Barcelona em janeiro de 1937. Mas, por ser tempo de guerra, seu invento não teve muito sucesso.

 

Terminada a guerra, foi para Paris, depois para Quito no Equador e mais tarde, em 1952, para Guatemala. Foi neste país que melhorou seu invento e começou a fabricá-lo. Assaltado e seqüestrado, decidiu voltar para Espanha.

 

Quando chegou à Espanha ficou surpreso com a difusão de seu invento. Inquieto por natureza, depois de algum tempo viajou para México, onde fundou uma editora, dedicando-se à escrever.

 

Voltando à Espanha, viveu em várias cidades, morrendo em Zamora, aos 87 anos.

 

No Brasil, o jogo do “futbolin” recebeu o nome de “totó”, de cuja origem há várias opiniões. Há os que acham que veio da expressão italiana “toto calcio”. Outros, defendem sua origem no barulho da bola batendo nas laterais da mesa do jogo: “toc-toc”, que depois se converteu em “totó”. Também é conhecido em algumas regiões como “Pebolim”. De “foot”, “pé” e “bolim”, “bolinha”.

 

 

(G. Cabada)