O conhecido símbolo do dólar americano, não tem nada de americano.

Sua origem se remonta aos tempos mitológicos, ao mais célebre dos antigos heróis gregos: Hércules, o grande vencedor de inumeráveis lutas, entre as quais se destacam os chamados “12 trabalhos ou façanhas de Hércules”.
 

Uma das suas façanhas mais notáveis foi a abertura do estreito de Gibraltar, entre a Espanha e a África, separando os dois montes Calpe (da Espanha) e Abília (da África), abrindo assim uma passagem entre o Mar Mediterrâneo e o Oceano Atlântico. Os dois montes, depois de separados, passaram a ser denominados "Colunas de Hércules".
 

Os antigos achavam que as colunas de Hércules eram o fim do mundo. Daí surgiu o símbolo das duas colunas entrelaçadas por uma faixa onde estava escrito “Non plus ultra”, “Nada mais além”.
 

Com o descobrimento da América, foi retirado o “non” dessa frase, que ficou assim: “Plus ultra”, indicando que existiam mais coisas além das duas colunas de Hércules.

 

As duas colunas com a faixa, colocadas uma a cada lado do escudo da Espanha, se tornaram parte integrante do escudo espanhol. Veja a figura abaixo: 
 

 

Nas novas moedas espanholas do Novo Mundo, foi acunhado também o símbolo das duas colunas entrelaçadas com a faixa.

 

Posteriormente, quando as colônias inglesas da América se tornaram independentes, adotaram, como própria, a moeda espanhola, acunhada com o ouro das minas coloniais e marcada com o escudo e as colunas de Hércules.

 

Quando finalmente criaram sua própria moeda, continuaram acunhando nelas as colunas com a faixa. Posteriormente, às faixas, que já se assemelhavam à letra “S”, converteram-se nessa letra, tornando-se, assim, o símbolo atual do dólar.

 

Veja, na figura abaixo, a evolução deste símbolo:

 

 
(Pesquisa: G. Cabada)