Antigamente, no Brasil, para se ter melado, os escravos colocavam o caldo da cana-de-açúcar em um tacho e levavam ao fogo. Não podiam parar de mexer até que uma consistência cremosa surgisse.

Um dia, cansados de tanto mexer e com serviços ainda por terminar, os escravos simplesmente pararam e o melado desandou! O que fazer agora?

A saída que encontraram foi guardar o melado longe das vistas do feitor.

No dia seguinte, encontraram o melado azedo (fermentado). Não pensaram duas vezes e misturaram o melado azedo com o novo e levaram os dois ao fogo.

Resultado: o "azedo" do melado antigo era álcool que aos poucos foi evaporando-se e condensando-se no teto do engenho em forma de gotas que pingavam constantemente: era a cachaça já formada que pingava (por isso o nome PINGA). Quando essas gotas caíam sobre alguma parte do corpo machucada, a ferida ardia muito. Daí nasceu o nome "AGUARDENTE". Mas quando caía em seus rostos e escorria até a boca, os escravos descobriram que essas gotas tinham um gosto agradável. Por isso começaram a repetir o processo constantemente. 

Esta é uma versão que corre pela internet. Mas é mais provável e correta a opinião, segundo a qual, a palavra PINGA veio, não das gotas que caíam do teto, mas das gotas que pingavam do próprio alambique. E a palavra AGUARDENTE porque queimava na boca e era clara como a água.

A origem da aguardente se remonta aos tempos do antigo império persa, na época de Alexandro Magno, mais de 300 antes de Cristo. Somente no século XV da nossa era, é que a cana de açúcar começou a produzir-se em grande escala, convertendo-se num importante produto comercial. Foi introduzida em Portugal através da ilha da Madeira nesse mesmo século.

Segundo as antigas crônicas do descobrimento, foi Colombo quem trouxe a cana de açúcar para América. Foi na República Dominicana, Cuba, Porto Rico e Jamaica que nasceu a primeira aguardente de cana, com o nome de Ron (Rum).

No Brasil, a cana de açúcar começou a ser cultivada a partir da terceira década do século XVI, enquanto que a PINGA começou a produzir-se no século seguinte.

 Hoje, como todos sabem, a pinga é símbolo nacional!
 

(Pesquisa de G.Cabada)